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Índice de verbetes



Santíssima Trindade



Santíssima Trindade é uma proposição da tradição cristã que define Deus como a unidade formada por três pessoas distintas, mas substanciadas: Deus-Pai (o Criador), Deus-Filho (Jesus Cristo) e Deus-Espírito Santo. Certos teólogos alegam que a ideia dessa trindade teve origem já na Igreja primitiva, tendo sido um dos polêmicos quesitos que provocaram o Concílio de Niceia, convocado pelo Imperador Constantino em 325, quando então foi oficializado como um dogma católico.

A Doutrina Espírita refuta tal proposição com base na lógica que consagra o princípio de unicidade de Deus e na própria revelação do Novo Testamento, especialmente nas expressões atribuídas a Jesus, que:

  • Denomina-se filho, servo e enviado de Deus (João, 11:41-42);
  • Reconhece que a doutrina da qual é portador não lhe pertence, mas pertence Àquele que o enviou (João, 7:16-18);
  • Reconhece a superioridade do Pai (João, 14:28);
  • Distingue-se do Espírito Santo (emanação de Deus), contra cuja blasfêmia é passível de uma fatal retaliação, enquanto que uma blasfêmia contra ele seja perdoável (Mateus, 12:32).
  • Revela que veio do Pai e prenuncia que a Ele voltaria, para sentar-se à direita de Deus (Marcos, 14:60-63).

Em Obras Póstumas, 1ª Parte, Allan Kardec faz um longo ensaio intitulado "Estudo sobre a natureza do Cristo", pelo qual coleta as falas do Cristo exprimidas nos Evangelhos que claramente preservam as individualidades da divindade e do Messias:

"Não vim de mim mesmo, mas aquele que me enviou é o único Deus verdadeiro. — Foi de sua parte que vim. — Digo o que vi junto a meu Pai. — Não cabe a mim lhes conceder isso; tal coisa será para aqueles a quem meu Pai o preparou. — Vou para meu Pai, porque meu Pai é maior do que eu. — Por que me chama de bom? Bom não há senão somente Deus. — Não tenho falado por mim mesmo; meu Pai, que me enviou, foi quem me prescreveu, por mandamento seu, o que devo dizer. — A doutrina que prego não é minha, mas daquele que me enviou. — A palavra que vocês têm ouvido não é minha, mas de meu Pai que me enviou. — Nada faço de mim mesmo; digo unicamente o que meu Pai me ensinou. — Nada posso fazer de mim mesmo. — Não cuido de fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. — Tenho-vos dito a verdade que aprendi de Deus. — Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou. — Tu que és o único Deus verdadeiro e Jesus Cristo a quem enviaste. — Meu Pai, nas tuas mãos entrego a minha alma. — Meu Pai, se for possível, faça que de mim que este cálice se afaste. — Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus."
Obras Póstumas, Allan Kardec - 1ª Parte, "Estudo sobre a natureza do Cristo"

Ver Consolador, Deus, Jesus Cristo.





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