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Capítulos:



Cap. 6 - As dimensões do Além


Depois de meu reencontro com Ícaro me senti mais disposto ao trabalho e para prosseguir em minha jornada evolutiva.

O único ponto que ainda ficava sem resposta era o motivo da morte prematura de meu filho que me causou tanto sofrimento e a colocou Mariza em um mar de tristeza. Segundo minha mãezinha, cada revelação tem seu momento oportuno, então neste momento eu deveria me resignar aos sábios desígnios de Deus.

Ao concluir meus estudos iniciais no Centro de Estudos da Colônia, Augusto me encaminhou para instrutor Inácio que seguindo orientação de Lia, tornou-se meu novo instrutor em minha preparação para ingressar nas equipes socorristas.

Então, juntamente com Rael, ingressei na turma de Inácio que estava ensinando Geografia do mais além. Suas aulas eram muito interessantes, de modo que eu gostaria que pelo menos uma delas fosse compartilhada com o leitor amigo em sua íntegra:

— Caros pupilos, na aula de hoje vamos falar sobre as “dimensões do além”. Segundos os ensinamentos de Emmanuel e André Luiz, da mesma forma que as paisagens terrestres são variadas, tendo ambientes que vão dos fundos dos mares até os cumes das montanhas e dos áridos desertos até as florestas equatoriais, no plano espiritual ocorre o mesmo com a existência dos mais diversos ambientes, isso considerando apenas nosso planeta. Podemos ir mais além ao nos recordar das palavras de Jesus: “Há muitas moradas na casa de meu Pai”.

— Imaginem a infinidade de recantos que existem pelo vasto Universo que Deus criou e continua criando, porquanto o trabalho do Criador é incessante. Nas lições de nosso Mestre lionês, Allan Kardec, tomamos ciência da existência de diversos mundos que por ele foram classificados de acordo com o estado de adiantamento moral de seus habitantes— Há os mundos primitivos no quais o Espírito ainda é simples e ignorante. Há os mundos de provas e expiações, como a Terra, nos quais as pessoas sofrem as consequências de seus atos para aprender com a dor. Há os mundos em regeneração, nos quais a fraternidade reina e por fim, há os mundos felizes sobre os quais ainda é difícil entender, considerando nosso modo recuado de entendimento. Sabemos apenas que nos mundos felizes há harmonia e perfeição.

— Saibam amados irmãos, que segundo as leis de evolução, o Espírito é promovido de mundo primitivo, para mundo de prova e expiações, depois para mundo em regeneração, e assim sucessivamente até chegar nos mundos felizes. Muito embora a evolução seja uma lei divina, algumas vezes Espíritos rebeldes são rebaixados para seu aprendizado e para auxiliar os Espíritos que estão em sua retaguarda. Isso aconteceu com os moradores de Capella e já está acontecendo conosco na Terra. Muitos de nós vivemos nossa última oportunidade de evolução, antes da aplicação da pena de degredo.

— Falando sobre a geografia do plano espiritual junto à crosta terrestre, podemos classificá-la de modo vertical e de modo horizontal.

— No modo horizontal, ou seja, paralelamente à superfície terrestre, há os mais variados ambientes. Dentre eles há nossa Colônia Recanto de Irmãos, Nosso Lar, dentre outras colônia. Também há o chamado “umbral” que é um local para aprimoramento de Espíritos ainda ligados à matéria, sendo que existem subdivisões para o umbral, sendo o mais baixo exatamente o mesmo espaço físico onde residem os encarnados. Nesse local há Espíritos tão materializados que se um encarnado fechar uma porta, este Espírito não conseguirá passar.

—Já na classificação vertical, temos abaixo da crosta terrestre o ponto mais baixo, o chamado “abismo”, no qual residem as criaturas mais grosseiras e menos evoluídas, como se vivessem numa cadeia. Após o abismo há o espaço chamado de “Trevas”, onde habitam os seres ainda voltados para o mal, os chamados “Dragões”, sendo conhecida a colônia chamada Vale do Poder segundo notícias do livro Libertação de André Luiz, o Vale dos Viciados, o Vale dos Suicidas dentre outros. Dante teve a inspiração desses lugares ao escrever A Divina Comédia. Há também vilarejos nos quais residem criaturas hominais denominadas “elementais” que ainda estão em estágio menos evoluído mas que breve chegarão à condição humana. Também existem espíritos ainda ligados às tradições indígenas e africanas, os chamados “exus” que são guardiões que vigiam e monitoram as atividades dos Dragões. Depois, existe a crosta terrestre com lugares que já citamos na classificação horizontais, contudo, também há espíritos ainda ligados às tradições católicas, protestantes, africanas e indígenas, como índios, guerreiros, caboclos, etc. Por fim, acima de nossa colônia temos as comunidades celestes nas quais habitam os espíritos mais elevados, que mantém constante contato com as comunidades intergaláticas de outros planetas.

— Muitos podem estranhar ou se escandalizar com as classificações feitas. Porém, vale lembra que até o Século XIV, o homem acreditava que a Terra era chata e que havia o “fim do mundo” com anjos soprando para os barcos não caírem pelas pontas. Quando Galileu foi proibido de dizer que a Terra era redonda e que ela não era o centro do universo, nem por isso, a Terra tornou-se achatada como uma “pizza”, antes continuou sendo o que sempre foi.

— Aqui registro, principalmente para meus amigos Espíritas de que devemos deixar de lado nossos preconceitos religiosos. Jesus disse em Apocalipse – A cada um segundo suas obras e seu merecimento – o que significa que cada um está no lugar que merece e recebe retribuição de acordo com seus próprios méritos. A Igreja Católica exerce importante papel para os Espíritos afins. Do mesmo modo as Igrejas Evangélicas que salvam muitos do mundo do vício e do crime, assim como a Umbanda exerce seu meritório trabalho. Em nenhum momento Kardec se colocou como dono da verdade, pelo contrário, ele afirmou que o Espiritismo evolui juntamente com a ciência. Dessa forma, o Espiritismo codificado por Allan Kardec é a doutrina para os livre-pensadores, para aqueles que gostam de questionar, observar e refletir sobre o mundo físico e o mundo espiritual. Esses livre-pensadores não podem se julgar donos da verdade, porque são como cientistas que sabem que no futuro muitas teorias poderão ser ultrapassadas. Lembre-se que o átomo de Dalton era uma minúscula esfera densa, que depois a ciência demonstrou subdivisões até que atualmente temos as partículas subatômicas.
— Além das classificações geográficas anteriores, há os espaços psicológicos criados pela mente humana. Paisagens podem ser plasmadas por uma coletividade de espíritos afins. Além disso, o ser pode se manter em um estado autopunitivo colocando-se em um inferno particular, mesmo que esteja internado em um belo hospital de uma colônia espiritual. Também há aqueles que se encontram com santos, ou que dormem por longos períodos à espera de um paraíso prometido.

— Para finalizar nossa aula de hoje, vale ressaltar que independente do local onde nos localizemos, o Reino de Deus deve estar em nossas mentes e corações. Espíritos elevados podem entrar e sair de locais trevosos sem sofrerem efeitos indesejados. De outra forma, um espírito que ainda não encontrou sua paz interior pode ser infeliz na mais acolhedora das colônias espirituais. Essa é a grande lição para quem trabalho no socorro espiritual.

— Quem tem dúvidas ou gostaria de fazer algum comentário?


Capítulos:


Introdução

PRIMEIRA PARTE (Médium Wilton Oliver) Capítulo 1 - Visitas à casa do irmão Hélio

Cap. 2 - Encontro doce

Cap. 3 - O papel dos mentores

Cap. 4 - O resgate de Ícaro

Cap. 5 - Na câmara de miniaturização

Cap. 6 - Preparação para o porvir

Cap. 7 - A gestação

Cap. 8 - Oportunidade para recomeço

Cap. 9 - Confissões

Cap. 10 - Equipe socorrista

Cap. 11 - Depoimento de Hanzi

Cap. 12 - Nos campos da Colônia

Cap. 13 - Reminiscências

Cap. 14 - Influências nefastas

Cap. 15 - Exposição esclarecedora

SEGUNDA PARTE (Médium Rodrigo Felix da Cruz) - Cap. 1 - Notícia feliz

Cap. 2 - O retorno de Marisa

Cap. 3 - Estudos na Colônia

Cap. 4 - Estágio no Hospital Irmã Margarida

Cap. 5 - Reencontro com Ícaro

Cap. 6 - As dimensões do Além

Cap. 7 - Laboratório da Memória

Cap. 8 - Na equipe socorrista

Cap. 9 - Primeiras atividades socorristas

Cap. 10 - Visita a François Dupont

Cap. 11 - Importante projeto

Cap. 12 - Grupo de planejamento

Cap. 13 - Implantação do projeto

Cap. 14 - Trabalho em conjunto

Cap. 15 - Comprometimento, esperança e perdão

TERCEIRA PARTE (médiuns Alessandra Aparecida Silva e Rodrigo Felix da Cruz) Cap. 1 - Balanço

Cap. 2 - Novos trabalhos

Cap. 3 - Reunião na casa de Ricardo Felício

Cap. 4 - Laerte

Cap. 5 - Irmã Margarida

Cap. 6 - Irmã Maria Madalena

Cap; 7 - Irmã Lia

Cap; 8 - Inácio

Cap. 9 - Thales

Cap. 10 - Augusto

Cap. 11 - José de Matusalém

Cap. 12 - Estevão, guerreiro

Cap. 13 - Clara

Cap. 14 - O resgate de Rômulo

Cap. 15 - Mensagem de Laerte



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